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Vasco faz “operação de guerra” e paga cerca de R$ 32 milhões em acordos; meta agora é o salário

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Depois do sufoco financeiro, o Vasco deu um grande passo para iniciar o ano de 2020 sem, aparentemente, nenhum problema de penhora na justiça, mas para isso teve que gastar muito dinheiro. No total de pagamentos em acordos só na última sexta-feira, o clube desembolsou cerca de R$ 32 milhões, que inclui também parcelas em atraso do Profut.

Leia mais: Orçamento 2020: Vasco prevê dobrar superávit e arrecadar R$ 48 milhões com o sócio-torcedor

A semana foi tratada como uma verdadeira “operação de guerra” e contou com a participação de vários setores do clube, como o jurídico e o financeiro, principalmente. Ao todo, foram 16 renegociações com credores e reuniões em Brasília com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que havia penhorado R$ 22 milhões e dificultou o pagamento dos acordos já em andamento.

– Tivemos algumas operações de guerra para cumprir compromissos emergenciais. Isso é uma etapa do plano de reestruturação financeira que fizemos e estamos em fase de renegociação desde o meio desse ano. Já vínhamos nos estruturando para isso. Foram diversas semanas de acordos com advogados… Alguns acordos já muito antigos de até 20 anos atrás. Existem casos em que a justiça corre muito mais rápido do que outros. Essa semana, depois de tudo resolvido, surgiu um do Alexandre Torres que tivemos que incluir nos restantes – contou o Vice-Presidente do Departamento de Finanças do Vasco, João Marcos Gomes Amorim.

O passo mais complexo foi justamente com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que recebeu os representantes do Vasco em Brasília e entendeu a necessidade do clube.

– No fim da semana passada foi a penhora da PGFN. Tivemos várias reuniões com procuradores e negociamos dentro do possível. Houve um entendimento para se liberar uma parte do que havia sido penhorado. Por conta disso, ficamos com um recurso mais escasso do que planejávamos. Um desafio enorme.

Dívidas de outras gestões

Entre os acordos, está um do ex-atacante Jorge Henrique que ficou no clube de 2015 a 2017 (na época de Eurico Miranda). Caso o Vasco não efetuasse o pagamento nesta sexta seria penalizado sem conseguir registrar transferências de atletas. A dívida era superior a R$ 1 milhão.

Outros dois casos são relativos aos tempos da gestão Roberto Dinamite. O primeiro estabelecia pagamento de R$ 3,6 milhões também até sexta-feira. O valor total do acordo era de R$ 4,1 milhões – o caso é relativo ao comissionamento do ex-jogador de vôlei Fernandão. Ele foi intermediário do patrocínio da estatal Eletrobras.

O segundo determinava pagamento de R$ 1,9 milhão no processo da Locaflat, empresa de agência de viagens também da época de Dinamite. O prazo: 27 de dezembro de 2019. Os demais pagamentos estão previstos para 31 de agosto de 2020 (R$ 300 mil) e 29 de dezembro de 2020 (R$ 874 mil). O acordo total é de R$ 3,1 milhões.

Questionado sobre o atraso no pagamento de acordos, João Marcos Gomes de Amorim disse que o clube mantém um monitoramento de todos os credores e que tem como prioridade honrar todos os compromissos firmados.

– Temos outros credores e estamos em atrasos com pagamentos. Existe um monitoramento constante no clube. Por outro lado, seguimos com algumas renegociações. Com esses credores de agora, por exemplo, conseguimos descontos de até 40% da dívida. Juntamos forças de uma maneira que ainda não tínhamos visto por ai. Conseguimos um resultado muito grande de chegada junto a eles.

Clube já negocia recurso para quitar salários atrasados

Segundo Marcos, umas das metas da diretoria nesse momento é quitar os salários atrasados de jogadores e funcionários. Nesta sexta-feira, foi paga uma folha.

-Nosso compromisso é de correr como loucos e conseguir cumprir o pagamento desses salários atrasados. Não temos um cenário de conforto, mas com todo esse trabalho do clube dá certeza de que é profissional. Já está em negociação para buscar esse recurso.

Para finalizar, o Vice-Presidente do Departamento de Finanças fez questão de elogiar a adesão em massa no plano de sócio-torcedor do Vasco. Os novos recursos já são sentidos no clube.

– Sem dúvida que já é sentido no nosso caixa a participação do sócio. O compromisso com atletas e funcionários é primordial para nós e sabemos da responsabilidade da retenção desse novo sócio. É importante mantê-lo ao nosso lado.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/vasco-faz-operacao-de-guerra-e-paga-cerca-de-r-32-milhoes-em-acordos-meta-agora-e-o-salario.ghtml


Atualizado em dezembro 24, 2019 2:16 pm

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